(OBS: os interessados deverão antes de matricular-se entrar em contato com o professor pelo Email: marco@ifcs.ufrj.br)

OBS: O programa do curso será objeto de discussão com os alunos interessados no primeiro dia de aula e a partir do interesse dos participantes o programa será constituído. O que se apresenta agora é tão-somente um guia para a discussão com os alunos.

Considerado o domínio mais fundamental da teoria sócio-antropológica, diz-se que o “parentesco” para a Antropologia é o mesmo que o “nu” para a Arte. Recentemente os ‘estudos de parentesco’ deram lugar aos ‘estudos de gênero’ que originaram múltiplas percepções sobre as possibilidades de interpretação da vida social. A intenção do curso é partir deste campo constituído do parentesco para empreender uma reflexão sobre os conceitos de gênero, sociedade e sociabilidade que estabelecem as bases do que seja um sistema social. Deste modo procuraremos repensar conceitos como consangüinidade, afinidade, diferença, hierarquia, homem, mulher, família, sistema social, genealogia etc. à luz de textos clássicos e recentes.
O curso será também, de uma outra perspectiva, um passeio pela teoria sócio-antropológica procurando refazer o percurso da reflexão sobre parentesco e gênero e o que esta implica para a constituição de uma teoria sobre a sociedade. Neste sentido, o curso não se centrará no “tecnicismo” do parentesco com seus famosos gráficos e diagramas mas terá seu interesse voltado para a conceituação do que significa “parentesco” e “gênero” como campos referidos à concepções de sociedade.

Alguns problemas
Holy, Ladislav
1996- Anthropological Perspective on Kinship. London, Pluto press. Introduction (1-8); ” Universality of kinship and the current practice of kinship studies” (143-173).

Overing, Joanna; Rapport, Nigel
2000- Social and Cultural Anthropology: the key concepts. London, Routledge. “Kinship 217-229)” Society (333-343).

Strathern, Marilyn; Toren, C.; Peel, J.; Spencer, J.
1996. The concept of society is theoretically obselete In Ingold, T. Key Debates. In Anthropology. London, Routledge. (pp. 55-98)

Para começar do começo:um passeio pelos Clássicos
Tylor, Edward. Antropologia. Introduccion al estudio del hombre y de la civilización. 1912.Madrid, Daniel Jorro Editor.

Marret, R. R.
1912- Anthropology. New York. Cap. 6. Organizacion social(122-143)

Bachofen, J.
[1861]1987- El matriarcado. Mardid, Edicciones Akal. Cap. 1 Cuestiones de método (27-71).

McLennan
Primitive Marriage(432-445) In Morgan, L. [1877]- La Sociedad Primitiva. Cap. 6.

Wundt, Wilhelm
[1912]1990- Elementos de Psicologia de los Pueblos. Barcelona, Ed. Alta Fulla. Cap.I, 3(32-47);4(48-50); Cap. 2, 4(131-140),5(141-143), 6 (144-151), 7(151-158); Cap. 3, 4(280-285).

Morgan, L.
1871- Systems of consanguinity and affinity of the human family. Smithsonian Institution. Preface, Caps. 1,2,6.

Morgan, L.
[1877]- La Sociedad Primitiva. Segunda parte (Cap. 1-Organizacion da sociedad a base do sexo; cap. 2- La Gens Iroquesa; Terceira Parte: (Cap. 1 – La Gamilia primitiva, Cap. 2 La Familia Consanguinea.

Durkheim, E.
“Solidariedade Mecânica” (73-79)
“Solidariedade Orgânica ” (80-84)
“Preponderância progressiva da solidariedade orgânica” (85-96) In
Durkheim. Coleção Grandes Cientistas Sociais. Ática, São Paulo. 1981.

Mauss, Marcel
1971- Introduccion a la Etnografia. Madrid, Istmo. (Fenomenos Juridicos, 235-314).

Mauss, Marcel
Ensaios de Sociologia. “Fragmento de um plano de sociologia descritiva (92-112)”; “Sociologia (3-13)”; “A coesão social nas sociedades polisegmentadas (339-350)”;

Radcliffe-Brown, A. R.
1982- Introdução (9-114) In Sistema Africanos de Parentesco e Casamento (ed. Com Daryll Ford). Lisboa, F. Calouste Gulbenkian.

Dumont, L.
1975- “Primeira parte. O parentesco segundo Radcliffe-Brown” (pp. 15-43). In Introduccion a dos teorias de la Antropologia Social. Barcelona, Anagrama.
Dumont, L.
1975- “Segunda parte. A teoria dos grupos de unifiliação” (pp. 45-88). In Introduccion a dos teorias de la Antropologia Social. Barcelona, Anagrama.

Gonçalves, Marco Antonio
2001- “Firth e os Tikopia: Da etnografia como experiência”. Novos Estudos Cebrap. São Paulo.

Reciprocidade, Incesto, Gênero e Sociedade
Mauss, Marcel. “Ensaio sobre a Dádiva: Forma e Função da Troca na SociedadeArcaica’. in:: Marcel Mauss. Sociologia e Antropologia. São Paulo, Edusp, 1974.

Geraud, Marie-Odile; Leservoisier, Pottier, R.
2002- Les notion clés de L’Ethonologie. Paris Armand Colin.
Cap. 15- Fait sociale total (165-190)
Cap. 18- Segmentarité (215-228)

Dupuy, Francis
2002- Anthropologie economoque. Cursus, Paris Armand Colin. Cap. 3 Potlach et Kula (37-61); Cap. 4 Don et Contre -don (61-78).

Clastres, P. (1982). Arqueologia da violência. Ensaios de Antropologia Política. São Paulo, Brasiliense. “Aquelogia da violência: a guerra nas sociedades primitivas” (pp. 169-204);

Lévi-Strauss, C.
1982 – “A Proibição do Incesto”. In As Estruturas Elementares do Parentesco. Petrópolis, Ed. Vozes.
1976- “O átomo do parentesco”. Antropologia estrutural I. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro.

Dumont, L.
1975- “Terceira parte. A teoria da aliança matrimonial” (pp. 89-139). In Introduccion a dos teorias de la Antropologia Social. Barcelona, Anagrama.

Héritier, F.
1989 – “Parentesco”. (pp. 26-41) (1. As leis gerais do Parentesco) In Enciclopédia Einaudi. N. 20. Parentesco. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
1989 – “Incesto” (pp. 95-124) In Enciclopédia Einaudi. N. 20. Parentesco. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

1989 – “Família” (pp. 81-95) In Enciclopédia Einaudi. N. 20. Parentesco. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

1989 – “Casamento” (pp. 140-146) In Enciclopédia Einaudi. N. 20. Parentesco. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

1989 – Masculino/feminino In Enciclopédia Einaudi. Vol 20. Parentesco. Imprensa Nacional. Casa da Moeda.

Heritier, F.
1996- Masculino Feminino. O Pensamento da Diferença. Lisboa Instituto Piaget. Cap 1. A valencia diferencial dos sexos na base da sociedade?. Cap. 2. As Lógicas do Social. Sistemáticas de Parentesco e representações simbólicas.

Outras Perspectivas
Busby, Cecilia
1997-Permeable and partible persons: a comparative analysis of gender and body in south india and melanesia. The Journal of Royal Anthropological Institute, V. 3:261-278

Weiner, Annete B.
1979-Trobriand Kinship from another view: the reproductive power of women and men. Man, n.s.,V.14:328-348.

Gonçalves, Marco Antonio. 2000. Produção e significado da diferença: re-visitando o gênero na antropologia. Lugar Primeiro, 2. PPGSA/IFCS/UFRJ.

BAMBERGER, Joan
1979 – O mito do matriarcado: porque os homens dominavam as sociedades primitivas? In Rosaldo,
Michele Z. ; Lamphere, Louise. A mulher, a cultura e a sociedade. RJ, Paz e Terra.

CAVALCANTI, Maria Laura V. C.; FRANCHETTO, Bruna; HEILBORN, Maria Luiza
1980 – “Antropologia e Feminismo” In Perspectivas Antropológicas da Mulher. RJ, Zahar .

MOORE, Henrietta L.
1994- A passion for difference. Essays in anthropology and gender. Cambridge, Polity Press.

ORTNER, Sherry
1979 – Está a mulher para o homem assim como a natureza para a cultura? In Rosaldo, Michele Z. ; Lamphere, Louise. A mulher, a cultura e a sociedade.RJ, Paz e Terra.

OVERING, Joanna
1986 – “Men control women?The ‘catch 22′ in the anaylis of gender. International Journal of Moral and Social Studies. Vol 1, n.2.

ROSALDO, Michele
1979 – A mulher, a cultura e a sociedade, uma revisão crítica. In Rosaldo, Michele Z. ; Lamphere, Louise. – A mulher, a cultura e a sociedade. RJ, Paz e Terra.

STRATHERN, Marilyn
1979 – “Una perspectiva antropologica” In Antropologia Y Feminismo. Harris, Olivia; Young, Kate(Orgs.). Barcelon, Editorial Anagrama.

Strathern, Reproducing the Future. Essays on Anthropology, Kinship and new Reproductives Technologies. Manchester: Manchester university Press, 1992. (capítulos a definir)

STRATHERN, Marilyn 1988 – The gender of the gift. Poblems with women and problems with society in Melanesia. Berkeley. University of California Press. (Capítulos a definir)